Tá Perdido? Pergunta, sô.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tired of "Me"


Pois é. Já se olhou no espelho alguma vez e teve vontade de se dar tanta porrada que o seu reflexo não daria conta de levantar por horas? Ando meio assim. Possivelmente é só mais uma fase daquelas “ah, não tem nada novo vamos inventar um problema pra resolver”. Ou então, é porque eu e eu mesmo temos convivido demasiado tempo ultimamente.


Isso porque estou sozinho em casa, sozinho no escritório, sozinho no estado civil. Sozinho. “Eu sou só eu, só eu só, só eu”. E já estou me dando no saco. Ou isso, ou é o meu reflexo que está cansado de mim. Cansado de me ver fazendo as mesmas coisas, seguindo as mesmas rotinas, insistindo nas mesmas burrices. As vezes eu me olho, e meu outro eu está com uma cara de desaprovação indescritível. Ou seria eu sobre ele? Será que é possível discernir? Acho difícil. Pois então temos que aprender a conviver ou reaprender alguns preceitos e recomeçar.


Estava pensando... acho que essa estória de que “quebrar espelho dá azar” se deu pelo fato de várias outras pessoas sentirem-se como eu nesse momento, e partirem pros “finalmentes” de fato. E aí para preservar o patrimônio familiar, impuseram essas regras que ninguém acredita, mas todo mundo respeita.



Eu:


- não dou uma segunda chance;

- penso, logo desisto;

- copio (ou reproduzo, no bom sentido) com extrema facilidade, mas não crio nada;

- me fecho para novidades;

- tenho medo de altura;

- falo pouco, ou menos do que eu gostaria;

- jamais crio situações estressantes, ainda que isso me estresse pá c... ;

- passo tempo demais vendo o tempo passar com bobagens;

- sou cético na prática, mas idealista nas profundezas;

- sou alto (hahahahahahahaha 4,5), sou forte, sou filho do norte;

- digo que trabalho demais, embora as vezes eu minta;

- digo que nunca minto, embora as vezes eu diga a verdade;

- gosto de pensar que “isso” é o melhor que eu posso ser, mesmo tendo certeza de que poderia ser melhor se tivesse menos medo;

- não tenho medo.

Se prepara, reflexo. Nada vai mudar.


PS: Essa não vai pra sessão "Morcegos" porque não quero manchá-la com tanta melancolia. Rá!


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Balanço Analítico Consolidado


Impossível eu levar a vida que eu levo e não tentar fechar qualquer ciclo quando vejo isso acontecendo. Vejamos, estamos agora em dezembro, portanto 2009 está se encerrando. E aí comecei a dar uma pensada aqui, uma refletida ali...

Mas antes, queria analisar algumas outras coisas que andei lembrando. Sabem, para uma pessoa que geralmente não tem memória, quando lembro de algumas coisas é melhor escrever, se não se perde para sempre mesmo. Há 20 anos atrás, em 1989, lembro de um acontecimento mega importante na minha vida de criança: foi quando ganhei o Castelo de Greyskull.



Eu lembrei do ano por que no dia em que eu ganhei esse presente, foi o dia que o goleiro Rojas deu o Show do Rojão na Copa América. É, coisas importantes sempre acontecem em dias especiais. Foi especial para mim. Lembro que meus pais me olharam, com aquele olhar infalível meio envergonhados - meio *vou te matar se você não agradecer a Tia Lima (o nome foi alterado como sempre) como ela merece!*. Eu agradeci muito, é claro. E depois, quando cheguei em casa, peguei minha coleção (pequena) de bonecos do He-Man e exalava alegria. Meus irmãos morriam de inveja. Mas foi a primeira vez que ganhei algo grande e significativo. Sabe como é, né? irmão caçula herda uma porrada de coisa. Ganhar que é bom... (eu gostei do Super-Nintendo também, Mãe. Caso você leia esse texto ;) ). Foi marcante.

10 anos depois, por algumas circunstâncias infelizes e pela cronologia, lembro de ter adquirido minha independência. Ter cortado o cordão umbilical. Com meu pai, pra sempre. Com minha mãe, com jeito e cuidado. Não somente atingi a maioridade, como a fiz bem, bem longe de casa. Fiquei um ano vivendo entre os aborígenes na Austrália, aprendi como eles sobreviviam se alimentando de leite de avestruz e comendo carne de bode. Oh, wait. Não foi lá, mas foi longe. Enfim. Durante esse ano, aprendi que a roupa não se lava sozinha, aprendi como e porque devo trabalhar, o que fazer e não fazer durante o serviço, independente de onde você trabalha. Aprendi a escolher cerejas e nectarinas doces no mercado, aprendi a conviver politicamente, e que as pessoas são diferentes e não mudam para se adequar a você. Eventualmente mudam para evitar conflitos eternos, mas elas são sempre elas mesmas. Foi o melhor ano da minha vida (até agora).

E mais dez anos depois, cá estamos nós. Mil novecentos e 2009. Esse ano foi bem importante. Aparentemente, nesse ano adquiri minha independência financeira. Isso não quer dizer que esteja ricou ou nada disso. Apenas mostra que após algum tempo, o que você constrói acaba voltando. Então, fico feliz por ter comprado a moto, mais ou menos feliz pelo carro e feliz porque minha empresa com o colega Bruno (que simplesmente desapareceu do Blog!) esteja rumando o caminho certo. Estamos nos desenvolvendo e organizando, e fico muito orgulhoso com essas conquistas. Foi um ano também que percebi mudanças que nunca imaginei reais. Comecei a substituir inconcietemente as pessoas de sempre por novas pessoas, pouco a pouco. Não sou de deixar ninguém para trás, sempre tenho fases. E agora estou numa fase de preguiça de certas coisas que nunca mudam. E que, eventualmente, não me dão tanta preguiça, pressupuesto. Mas eu volto. Ah, se volto.

Somando prós e contras, acredito ter saído deste ano com um superávit de novos amigos, realizações, conquistas e saúde. Creio que tenho contas a acertar que deixo para o próximo ano, momentos a realizar, sonhos a vivenciar. Tenho, esperançosamente, amores a receber, boas notícias a ouvir, músicas a compor, e sorrisos a compartilhar. Tudo, conforme minha profissão explica, acaba se equilibrando no final do ano. Se não, é porque você deve ter errado algum lançamento. Saci-pererê, aqui, não tem vez. (Alceu, Prof.).

Feliz natal (eu não tenho natal!!!), feliz ano novo, muito sucesso a todos vocês! Obrigado por fazerem parte da minha vida.