
Tá Perdido? Pergunta, sô.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Holanda x Brasil

Não é a boca suja do Dunga, a passividade do Jorginho, o erro (único e fatal) de Julio César, as loucuras do Lúcio, a falta de precisão e força do Kaká; aquela falta impossível que o Daniel Alves tentou mandar no fim do jogo, os coices de Felipe Melo, os lançamentos desesperados de Gilberto Silva. Não foi a nulidez de Luis Fabiano, os gritos de Robinho e a indiferença de Michel Bastos. Não é o Juan.
Acho que foi a alegria do Sneijder, a mesma jogada do Robben que ainda funciona, a rapidez, a superação do time holandês. Acho que foi uma jogada inexplicavelmente boa do Felipe Melo que serviria para salvar sua pele, mas as pessoas são o que são. Felipe Melo é um cavalo, e dos burros (o pior trocadilho do blog detected). Foi aquele gol do Robinho e o sangue nos olhos, foi o lindo lance do Kaká. Foi o jogo anterior, e todas as lembranças que me mostravam que poderia dar certo. Vai dar certo!
Mas não agora. Agora, acabou.
Não é como perder pra França em um lance isolado enquanto o Erasmo Carlos* arrumava o microfone na entrada da área. Lá, deu raiva porque não podia dar certo. Aqui, dá tristeza. Porque quase deu. Quase. Qua... E termina a história de mais um grupo, uma família sem pai nem mãe, criado a curtas rédeas por governantas carrancudas. Tenho pena do que vão falar do Dunga, mas não foi culpa dele. Os dois culpados por essa derrota, especificamente, foram despreparo psicológico e o Julio César. Alguém vai contar isso pra ele? Buteco de Segunda. A copa ficou mais sem graça por aqui.
* Nome alterado porque joga no Corinthians
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Tired of "Me"
Pois é. Já se olhou no espelho alguma vez e teve vontade de se dar tanta porrada que o seu reflexo não daria conta de levantar por horas? Ando meio assim. Possivelmente é só mais uma fase daquelas “ah, não tem nada novo vamos inventar um problema pra resolver”. Ou então, é porque eu e eu mesmo temos convivido demasiado tempo ultimamente.
Isso porque estou sozinho em casa, sozinho no escritório, sozinho no estado civil. Sozinho. “Eu sou só eu, só eu só, só eu”. E já estou me dando no saco. Ou isso, ou é o meu reflexo que está cansado de mim. Cansado de me ver fazendo as mesmas coisas, seguindo as mesmas rotinas, insistindo nas mesmas burrices. As vezes eu me olho, e meu outro eu está com uma cara de desaprovação indescritível. Ou seria eu sobre ele? Será que é possível discernir? Acho difícil. Pois então temos que aprender a conviver ou reaprender alguns preceitos e recomeçar.
Estava pensando... acho que essa estória de que “quebrar espelho dá azar” se deu pelo fato de várias outras pessoas sentirem-se como eu nesse momento, e partirem pros “finalmentes” de fato. E aí para preservar o patrimônio familiar, impuseram essas regras que ninguém acredita, mas todo mundo respeita.
Eu:
- não dou uma segunda chance;
- penso, logo desisto;
- copio (ou reproduzo, no bom sentido) com extrema facilidade, mas não crio nada;
- me fecho para novidades;
- tenho medo de altura;
- falo pouco, ou menos do que eu gostaria;
- jamais crio situações estressantes, ainda que isso me estresse pá c... ;
- passo tempo demais vendo o tempo passar com bobagens;
- sou cético na prática, mas idealista nas profundezas;
- sou alto (hahahahahahahaha 4,5), sou forte, sou filho do norte;
- digo que trabalho demais, embora as vezes eu minta;
- digo que nunca minto, embora as vezes eu diga a verdade;
- gosto de pensar que “isso” é o melhor que eu posso ser, mesmo tendo certeza de que poderia ser melhor se tivesse menos medo;
- não tenho medo.
Se prepara, reflexo. Nada vai mudar.
PS: Essa não vai pra sessão "Morcegos" porque não quero manchá-la com tanta melancolia. Rá!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O Acaso

Antes de sair recebi uma ligação que sozinha já acabaria com meu humor. Da concessionária, sobre o carro que deixei pra orçamento.
- Alo? Sr. Yellow?
- Pois não?
- Aqui é Azdrubal, tudo bem? Já temos o orçamento.
- Ótimo!
- Melhor sentar.
- É?
- Ô.
- Ok, estou sentado. (mentira, eu nao estava! Rá!)
- O valor é $$$$$$$$$$$$.
- (sentando). WHAAAAAAAAAAAT??????!!!!!
- ......
- Posso ligar mais tarde? Tenho que marcar um cardiologista de emergência.
- Claro, ficaremos no aguardo.
Aí, pesquisei as janelas, sol com poucas nuvens. Pancadas de chuva estavam previstas. Eu deveria saber que começaria às 18. É claro. Enfim, vim de moto. Cheguei, fumei 20 cigarros. Subi, preparei uma coisa ou outra. Desci, tentei chegar a alguma conclusão. O que fazer? O que não fazer? Depois decidi fazer algo lógico, mas minha seguradora não concorda em me dar um auxilio de vez em quando. Entao, peguei um taxi, fui à loja, tirei meu carro de lá. E pra ligar? Na décima tentativa ele ligou! Desespero total! Deixei no primeiro muquifo que tinha referências lá por perto mesmo.
- Opa.
- (de mau-humor). Qual o problema?
- Tem que trocar o cabeçote.
Pronto, ele e seu colega ficaram putos. Mecânicos idiotas. Ficaram me dando bronca, e com preguiça de fazer o serviço. Aí eu cheguei ao meu limite.
- NÃO QUERO SABER QUE CARALHO VOCÊS VÃO FAZER OU DEIXAR DE FAZER! EU TENHO UM CARRO QUEBRADO, VOCÊS CONCERTAM CARROS QUEBRADOS. É SÓ NÃO ME COBRAR $$$$$$$$$ IGUAL AOS OUTROS RIDÍCULOS SEM-FAMÍLIA E EU FAÇO. PODEMOS IR COMEÇANDO?
Eles foram para um lado, eu para o outro. Fumar na rua. Depois me chamaram. E ficaram me ameaçando com preços e isso e aquilo e que poderia demorar. Falei que eles poderiam ficar com o carro por um ano. Contanto que ele andasse depois. Me deram um cartão, anotaram meus telefones. E me fui. De ônibus, de volta ao trabalho. Puto. Muito puto.
Chegando aqui, as coisas estão se atrasando. Chegando ao dead-line de várias coisas, e ainda nada se resolve (Joana come a Papa detected!). Mencionei que estava irritado? 17:30 começou a chover. Fraquinho. Parou. 18:00 começa uma chuva dos infernos. E vocês lembram da parte que eu estou de moto, certo? E gripado, vocês lembram? Vocês leram alguma parte em que eu tenha almoçado hoje? Não? Talvez por isso esteja com tanta fome. E a chuva não passa. E eu fico por aqui. Esperando vagar horário para recolher assinaturas. Se ao menos eu ganhasse hora extra...
Mas é isso. Tem dias que a noite é foda. Coisas teoricamente não interligadas costumam acontecer ao mesmo tempo mesmo, ou somos nós que relacionamos tudo de ruim em um dia quando já estamos nervosos ao extremo? Seria essa uma questão de Tostines? Eu não sei. A única coisa que eu sei é que estou com fome. Com frio. Com coriza. Com raiva. E amanhã o cara me liga, dizendo quanto vai sair essa brincadeira. E o fará rindo, isso é fato. Da minha parte, eu digo uma coisa: quando seus consultores te mandarem aplicar seu dinheiro num fundo fixo, atenda cegamente. Carro é legal. É bonito. É afrodisíaco. Mas é muita dor de cabeça. E de dores de cabeça já estou cheio, conforme o texto abaixo. Alguém me tira daqui!!!!!!!!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Not Lupus!
Já dizia o proficiente e mágico Dr. Gregory House, que nunca é lúpus. Lúpus, como me explicou meu veterinário particular, é uma doença ardilosa, pois ela se manifesta em forma de diversas outras doenças. Isso torna o diagnóstico incrivelmente difícil. E também por isso, é sempre lembrado nos diagnósticos diferenciais: pode não ser lúpus de fato, mas na teoria pode, sempre pode.
Lupus é uma doença auto-imune. Agora, vejam vocês: após assistirmos (twice!) a todos os episódios de House M.D., aprendemos uma porção de coisas sobre a Medicina moderna. Doenças auto-imunes, que são tratadas com esteróides, acontecem quando nossos leucócitos "go wild!". Ao invés de proteger o corpo de bactérias e outros invasores, ele se volta para atacar células saudáveis do nosso próprio corpo!! Wow!! Legaaaaaaal, meu ! Led Zeppelin!!! Bem, definições a parte....
Cheguei a conclusão nesse fim de semana que minha cabeça quer independência do meu corpo. Ela age planejadamente para acabar com minha vida social. Minha cabeça é meu próprio lúpus social!! Todos conhecem a história dos órgãos, quem manda é o cu, dizem as más línguas e e-mails de piadinhas mal-intencionadas. Contudo, minha cabeça aparentemente manda em todo mundo aqui. É o Capitão Nascimento da rapaziada.
Sabe como dizem, a primeira vez a gente nunca esquece. Assim que, há cerca de 20 anos atrás (ouch!), foi quando lembro de ter tido a minha primeira crise de enxaqueca. E, naquele instante, a droga da minha cabeça (Jaime Palilo Detected) já mostrara a que veio: a maldição da enxaqueca foi instituída. Lia-se nos papiros antigos que se revelaram a mim:
"Ah, moleque. Chegou a enxaqueca. É assim: sua cabeça doerá para sempre. Eventualmente você não sentirá dores, mas quando mais precisar estar livre de dor: Mwahahahahahahahahaha".
A primeira vez foi num aniversário. Era no Wet and Wild. Long time ago. Tinha certeza que eu ia morrer. Imagina? Aquela dor toda numa cabecinha de 9,10 anos? Fora as náuseas, suar frio...
Mas houveram outras vezes clássicas. Não dá pra esquecer aquele festival que culminaria com o show do Scorpions. Antes, Shaman, Evanescence. O dia? Yom Kipur, o dia do juízo. É óbvio que dessa vez o castigo veio de cima: da minha cabeça é lógico (rá, Morris, achou que eu ia me entregar, né?). Eu deveria estar jejuando e em penitência pelos meus pecados. Mas resolvi desfrutar de um show. No lugar, abafado demais, muito calor, não havia água pra vender ou comida ou sorvete... nada. Passei um bocado mal. Mesmo!
Acontece bastante: churras? batata! No fim do dia lá estarei eu com cara de cu, soando frio, náuseas, dor de cabeça de matar... 400 neosaldinas... e bola pra frente.
Mas, senhora cabeça: esse sábado foi uma tremenda sacanagem, hein? Eu tinha o dia planejado, seria fantástico! Tríade: ensaio-churras-balada. Saindo do ensaio, uma dor de cabeça ensaiava aparecer. Chegando no churras, já atrasado, dor autêntica. A maior brexa, já que estava toda a turma do colégio expandida com os apêndices adquiridos no pós-colégio. Bem legal. Mas, passei 1 hora lá e resolvi ir pra casa me tratar, porque a balada começaria tarde e daria tempo! Assim curtiria decentemente pelo menos alguma das propostas ótimas daquele dia. Aquelas né? Cheguei em casa soando frio, dor de cabeça. Remédio, sofá-da-sala, ventilador na cara... 20:00. Acordei (por e com dor) as 22:00. Mas sem náuseas (hooray!). Mais remédio. Acordei (por e com dor) às 23:50. Telefone começa a tocar. Eu insisto que estou lutando contra uma enxaqueca, mas ninguém acredita em mim. Mantenho a fé! Como alguma coisa (vai q é fome, né?). Relógio vai. Sono não vem. Dor não passa. Ás 1:30 me rendo a dor. Não vou pra balada. Dormir? Nem pensar! Assisto Altas Horas do começo ao fim (belo programa!). Fazendo as contas, concluo às 5 da manhã que já passou uma cara e tudo bem tomar outro remédio. 5:30 eu durmo. Saldo do dia? FAIL!!!!
Bom, é isso. Eu vou me vingar. Vou tomar 7 litros de vodka nacional sem gelo pra fritar com minha cabeça de vez, pra ver se ela se toca que quem manda sou eu. Enquanto digo isso, ela ri satisfeita. Droga, droga de cabeça!!! (Palilo, Jaime).
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Bad, bad imagination... no Donuts for you!
