Tá Perdido? Pergunta, sô.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

BBB - Big Brother Butecodesegunda


É isso aí! Em mais um gigante episódio de tirania e abstração total de direitos, a moderação resolveu em seu conselho (do qual fazem parte: Eu, Eu Mesmo e Irene) que este Blog é pequeno demais para nós 4. Um vai ter que sair!!!


Então, apenas comprovando o total desleixo e falta de consideração dos autores que deveriam escrever aqui, o último a postar será eliminado. Sempre lembrando que, no caso deste singelo conselho perder a paciência esperando vocês postarem, eliminações serão constantes, dolorosas e vergonhosamente explícitas.


Se algum de vocês for claustrofóbico (BICHA!), para sair do Blog basta postar um texto com o seguinte título (deixar em branco o texto): MORRI, TÔ FORA!!!


Sem mais, agradecemos a atenção dispensada e tenham uma boa vida.


Conselho Administrativo do Butecodesegunda

Obs. Relevante: Como assim vocês não tinham notado que o Leandro agora também participa??? O fim do mundo!!! O horror, o horror!!!! Seus, seus.... Graufht!!!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Reiniciando o Oriente Médio


Guerra é guerra.

Carta aberta aos cidadãos brasileiros.

Prezados compatriotas:

Venho por meio desta missiva solicitar o abandono imediato destas terras que ocupam atualmente com desdém. Relembro que somos todos fruto de invasões assassinas, déspotas e desproporcionais às terras de seres humanos que hoje em dia viram seu território diminuído em 90%, e sua população dizimada.

Devemos devolver as terras aos índios imediatamente, fornecer a eles autonomia e liberdade para exercer seus direitos, e de maneira alguma devemos nos defender de ataques provenientes das tribos, pois nós somos os invasores, culpados pela atual situação de sua raça.

A Rodovia dos Bandeirantes deverá alterar seu nome para Rodovia do Cacique Xavante, esse sim responsável direto pelo desenvolvimento desta nação tupiniquim. Os bandeirantes, conforme será estabelecido neste próximo ano letivo, serão a referência de assassinos covardes e invasores de terras alheias a despeito de seu atual heroísmo e respeito. Os limites e fronteiras que conquistamos a punho não tem valia, já que a terra é de quem chegar primeiro. E os Índios chegaram primeiro, azar do resto todo.

Quanto à população que atualmente reside no Brasil (o novo nome da nação ainda será estudado), todos aqueles que não descenderem da linhagem dos índios deverão retornar a suas terras de origem. Aqueles que forem fruto de misturas de 2 ou mais nações deverão procurar, alfabeticamente, o primeiro nome de nação da lista.

Exemplo prático: cidadãos com antecessores da Bulgária, OMSK, Iraque e Zimbábue deverão retornar à Bulgária.

Com o intuito de obter o reconhecimento formal da ONU e do Hamas, a população tem até 3 dias para vender seus pertences e terras para a comunidade indígena que obterá a tão almejada autonomia da nação. Lembrando que a partir de amanhã o real sai de cena, e voltaremos aos quilo de mandioca sendo essa a moeda de troca de nossa nação.

Contando com sua habitual colaboração e passividade, subscrevemo-nos.

Agora substitua as variáveis por aquela chatice toda de Oriente Médio, estude com calma o absurdo e os preconceitos acima, e tente encontrar uma solução racional para o problema de reforma demográfica do Brasil.

Relembrando, que as opiniões emitidas acima, bem como seu exagero estão em itálico para deixar claro sua ironia: não coincidem com as opiniões reais do autor e com nenhum outro ser vivo pensante. Se bem que o Hamas concordaria.
A propósito, eu tenho uma opinião sincera. Sou pró Israel em tudo o que fizerem. Ninguém tem um motivo racional para o que acontece lá, então vamos por proximidade. E foda-se todo o resto. :)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Caminhar é Preciso


A mesmice nunca me trouxe nenhuma novidade.

Venho caminhando mundo afora desde quando nem me lembro. Venho desmembrando insetos, acontecimentos, amizades, corações partidos, e... nada muda. Insetos manetas não voltam para suas casas, acontecimentos nunca são desfeitos, amizades vão e voltam, ou nunca vão, ou nunca voltam e o coração partido é pouco mais que um vaso frágil. Você pode colar as partes, mas as marcas permanecem.

Venho disseminando a discórdia e o amor, venho exacerbando sentimentos e expressões, venho, venho, venho... e ainda permaneço inerte dentro de mim. Descobri depois de algum tempo, que eventualmente fugimos de tudo. Eventualmente logramos momentos inconsequentes que nos separam das pessoas regulares, mas todas as pessoas são regulares e medíocres. Tenho desenvolvido milhares de teorias ao longo dos anos, mas quanto mais eu cavo, mais próximo da superfície eu me encontro. Quer seja de onde comecei, ou para onde estou indo. Parece que os caminhos zombam de quem caminha.

Cabe a quem, então, o dissabor do viver o sonho, quando trata-se de um pesadelo permanente? Quem paga as contas de viver honestamente, quando o desonesto é vangloriado pelo desprezo ao que o mundo enquanto mecanismo de controle proporciona? Qual é o valor do dinheiro, então, senão a mensuração brutal do valor de tudo? O presente deve significar o que ele é, ou o que ele vale? E nós? Devemos significar o que somos, ou o que valemos? Quanto valemos? Quem é que cuida da precificação de caráter? De amabilidade? De ignorância? Quanto você vale no mercado?

Quem ousa, então, viver em permanente estagnação? Por que a mudança afeta tanto a quem mudou, e a quem notou a mudança no outro? Por que as surpresas são mais assustadoras do que excitantes? Quanto o mercado cobra pelas novas descobertas, novas experiências, novas técnicas, novas inspirações? Por que de repente todo mundo tem uma opinião sobre uma crise em Tão Tão Distante Land, mas não emite uma opinião sincera a um ser vivo próximo?

Algum dia (e isso vai demorar), nós vamos rir de (quase) tudo isso. Um dia, vou olhar para o passado com desdém, observar as barreiras que atravessei. Um dia, os escombros que usei de escada terão o formato do meu pé. Minhas pegadas contarão minha história, minha trajetória. Quando eu penso no futuro, quase sempre me encontro vivenciando uma realidade que não é minha. Eu fecho os olhos, e sinto uma brisa que me acalma, e me promete que é verdadeira. Eu ouço risinhos tolos, vejo olhares perdidos buscando o máximo do horizonte. Eu conto epopéias em forma de conversas, eu cresço e inspiro admiração dos outros.

Eu salvei o mundo, porque eu salvei a mim mesmo. Meu mundo sou eu, é meu e não está a venda. Eu faço dele circo quando sorrio, brisa quando esquenta, tempestade quando temo, fusões nucleares quando me enervo, hollywood quando amo. Quase nunca interfere no andamento instável do mundo dos outros, mas isso não importa: houvessem me perguntado antes, eu teria pedido mais uma porção do que eu sou, sem mudar nada.

Feliz natal, e um próspero ano novo!

*ao fundo: Aerosmith - Ain´t That a Bitch*

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Solidão é Lava


A evolução nos manda viver em matilhas.

As matilhas são unidades coletivas que definem cargos e funções e determinam a sobrevivência ou não de um grupo alocado de seres vivos. A gente não somos dog não, mas vivemos de acordo.

Pense no seu seleto e formidável grupo de "pessoas ao meu redor". Verifique sistematicamente se não é possível determinar quem é o líder da matilha, quem é o caçador, quem é o aventureiro, quem é o reprodutor, e quem é a raposa. A vida é tão simples que dá até raiva. Vivemos coletivamente, andamos acompanhados, casamos, reunimos a família nos domingos, nos sentamos para almoçar. Somos uma bela matilha!

Contudo, algumas pessoas teimam em renegar as artemanhas darwinistas a despeito das recompensas skinerianas embutidas nos relacionamentos. Me deixa em paz! Hoje eu quero ficar sozinho. Eu sempre quero ficar sozinho. Mas, a solidão é lava. Destrói você antes de você notar. Põe fogo nos seus pés enquanto você dorme, desmaiado pelas toxinas liberadas direto do centro da terra, especialmente para você! É lava que cobre tudo.

A parte instigante do "me-deixe-só!" é que as pessoas que geralmente querem ficar sozinhos, expressam esse sentimento a torto e a direita. O que, para você caro leitor Holmes, é claramente uma prosopopéia (sei que é qualquer outra coisa que não isso, but I own the text!!!). Se o amante solitário quer tanto ficar só, mas expressa isso a todos os ventos, quer dizer que ele está sempre acompanhado, clamando pela solidão salvadora.

A gente não gosta de ficar sozinho. A gente se ocupa com quatrocentos quilos de parafernálias eletro-eletrônicas para não ter que pensar que a solidão é causa, e não consequência de desilusões inconstantes. A não-interação social é o coma. (anotem isso para frases do dia!). Você não recebe nenhuma recompensa, quer positiva ou negativa por ato nenhum. Convenhamos, o playstation não te dá uma bronca de quebrar os dentes.

Mas o problema é, novamente, semântico. A diferença entre ser sozinho, e estar sozinho. Merda acontece. Quando merda acontence, há quem prefira o psicanalista, há quem procure um quarto trancafiado. Um momento. Coisas boas acontecem! E pessoas costumam compartilhar mais alegrias do que as merdas (a vida poderia ser muito, muito mais fedida). E você, brilhante leitor, já deduziu, que para pessoas sozinhas, aparentemente, não há alegrias a compartilhar. Por isso a solidão é A coisa!!! Mas não vamos querer entrar (olha que coisa feia.. 3 verbos em seguida... :( ) nessas questões de ovo-galinha.

A matilha nos consome e nos salva. A solidão não consome e não mata, mas a vida na selva não tem sentido, se for apenas uma vida na selva. Qual o sentido da selva, então? *
* Estamos todos fartos de perguntar o sentido da vida, não estamos? ;)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pequenas Nuanças Lastimáveis


O Oxigênio corrói. O que nos permite a vida agora, nos obriga à morte com o passar dos anos.

Ouvi em algum momento que curta é a vida. Curta a vida. Não gosto do melodramático mexicano, mas as aparências que enganam sempre trazem informações relevantes ao bravo mundo novo.

Assim, longa é a jornada, curta a vida. Longos são os momentos que dividem os curtos períodos de acontecimentos indescritíveis. Curto é o flerte descompromissado, longa é a dor do coração partido (um do lado, outro do outro). Longa é a maratona, curto é o tempo de curtir os louros da vitória. Curto é o orgasmo, longa é a gestação. Longo é o trajeto até o quase fim, mas curto são os momentos finais que decidem. Longa é a vida. Longa vida?

Fácil é perder-se nas metrópolis, difícil é não perder-se no seu olhar. Fácil é lembrar daquele momento com um sorriso, difícil é explicar porque ele não se repete nunca. Fácil é embrulhar o presente, difícil é aceitar o futuro. Difícil é também permitir a partida, mas fácil é sentir a dor eterna intermitente. Fácil é determinar o fim daquilo, mas difícil é esquecer o começo. Fácil é amar, difícil é o amor. Fácil é acreditar no que se vê, difícil, é acreditar no que se vê (eventualmente). Fácil é passar despercebido na multidão, difícil é aceitar passar despercebido na multidão.

Grandes são os homens que são lembrados por seus atos, mas pequenos são os atos. Grande é o alvo do egocentrismo exacerbado, mas pequena é a percepção do si. Grande é o pé, pequena é a possibilidade. Pequeno é o marcador físico, mas grandes são as consequências. Grande é o universo, pequeno é o meu mundo. Grande é o intuito, pequeno é o Zé (Porra!).

Somos inquilinos da dor, do sofrimento, do tempo, da burocracia, da ordem e do progresso, das grandes realizações, das grandes navegações. Não aprendemos com a história porque não aprendemos a história. Não aprendemos nada. Nada! E ainda, sabemos de tudo. Mas tudo não é o suficiente. Há muito o que demarcar, há o território, o humano, o divino, o temporal, o atemporal, o político, o catéter.

Ainda ignoramos o abraço, o beijo, o suor, o alimento, o aquecimento, mas enaltecemos as coisas. Coisas com seus nomes em detrimento a coisas e seus significados. Quantas vezes tenho que repetir que uma rosa não teria outro perfume se a chamassem de quenga? Não é hora de rever os conceitos, é hora de deglutí-los e defecá-los. É hora de repassar as prioridades.

Muitos são os caminhos que nos levam ali. Poucos são aqueles que sabem onde ali é. E menos ainda aqueles que acreditam que chegar ali é possível ou necessário. Ali é um lugar intocado, inalcançado, invadido. Invadido pela sobriedade das nações. Ignorado pela sua importância, utópico porque navegar é preciso. E cavalgar rumo ao impossível também. Curta é a vida. Respire.

Tempo Contrário

cu

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Efeito Borboleta Vista Premium


O conceito de fé houve terminado.

Ninguém mais acredita em coisa nenhuma, para manter sua mente sã e suas crenças intocadas. A cada segundo informações são passadas, que desmentem aquelas passadas no minuto anterior (ad infinitum), e por isso nada mais é confiável. Ao invés disso, a descrença total em todos os níveis gera níveis de incerteza imaculados pela mídia. Não acredita, não é? (Pego? Pego?) Pois bem, vamos a alguns exemplos práticos.

A Copa do Mundo

Vamos voltar a 1998. Copa da França, final. Ronaldo teve um ataque epilético? Edmundo sabe de coisas que vão derrubar o mundo? O Zagallo é burro (13 letras!) ? E logo na copa seguinte o Brasil é campeão? E a Coréia do Sul (anfitriã) elimina a Espanha e a Itália? E (até o) Rivaldo joga bola?

Diga-me, você achou tudo isso muito estranho, não é? Você fez ligações e desenhou a conspiração inteira: está lá, claro como o Rio Tietê em 1913.

Reserve.

Fórmula 1

Recém presenciamos um dos campeonatos de F1 mais emocionantes dos últimos 15 anos. Talvez seja a ausência de Schumacher, ou então a presença de bons e jovens intrépidos pilotos. Vai saber, não é mesmo? Bom, mas vamos aos fatos marcantes da última corrida. Interlagos. Ontem. Espera. Vamos às 3 últimas voltas da corrida. Massa em primeiro. Hemilton em quinto. De repente, Hemilton em sexto. Perdendo o campeonato. Massa termina sua prova como campeão. Duas curvas antes de cruzar a linha, Glokk, que quis dar uma de malandro e não trocar os pneus, perde o traçado completamente. Perde logo em seguida a quarta e a quinta posição. Hemilton cruza a linha de chegada em quinto. E é campeão mundial. Veja, se fosse um filme com Stallone você acharia muito forçado, não é? Eu também. Só sei que foi assim.

Deixe esfriar.

Eleições

Urna eletrônica, não é? Hum... então quer dizer que eu vou lá, aperto uns botões, ouço um barulhinho e pronto, votei? E 3 horas após as eleições o resultado já sai? E nos EUA demoram semanas? E aqui funciona melhor, mais eficiente e seguro? NO WAY!!!! O resultado já estava programado, por isso é tão fácil de divulgá-lo em tão pouco tempo. Não acha? Hein? Quem eu? Eu não acho nada.

Despreza.

Sabe o que eu acho? Acho uma tremenda perda de tempo essa discussão extensiva sobre fatos, fatores, elementos e qualquer outra bobagem cósmica que remonte cenários de coinscidências incríveis, jogos de interesse, conspiração, conspiração, conspiração... Será que é tão difícil aceitar que as coisas acontecem e pronto? Porque, acreditar em conspirações de tudo, deixa a vida cada vez mais sem graça. A Nigéria vai ganhar a próxima copa e todos dirão: "Há! Conspiração comprovada! Nada mais me surprende!!!". Bem, eu ficaria surpreso. Mas não muito. Já foram campeões olímpicos, né? E toda a seleção joga na Europa. Se o Massa ganhar o campeonato do ano que vem? "Ha, não falei? Tudo combinado. Um ano de cada um, pra não criar desavenças políticas".

Quer uma dica (é de graça, bobinho! Aproveita e pega logo duas! ;) ) ? Viva uma vida simples. Acredite em tudo. Se desmentirem tudo o que você acredita, acredite nisso ao invés. Não perca tempo subvertendo todos os acontecimentos mundiais e ao seu redor. Evite a fadiga, e vá consertar o mundo. Ainda dá tempo! :)