Pois é. Já se olhou no espelho alguma vez e teve vontade de se dar tanta porrada que o seu reflexo não daria conta de levantar por horas? Ando meio assim. Possivelmente é só mais uma fase daquelas “ah, não tem nada novo vamos inventar um problema pra resolver”. Ou então, é porque eu e eu mesmo temos convivido demasiado tempo ultimamente.
Isso porque estou sozinho em casa, sozinho no escritório, sozinho no estado civil. Sozinho. “Eu sou só eu, só eu só, só eu”. E já estou me dando no saco. Ou isso, ou é o meu reflexo que está cansado de mim. Cansado de me ver fazendo as mesmas coisas, seguindo as mesmas rotinas, insistindo nas mesmas burrices. As vezes eu me olho, e meu outro eu está com uma cara de desaprovação indescritível. Ou seria eu sobre ele? Será que é possível discernir? Acho difícil. Pois então temos que aprender a conviver ou reaprender alguns preceitos e recomeçar.
Estava pensando... acho que essa estória de que “quebrar espelho dá azar” se deu pelo fato de várias outras pessoas sentirem-se como eu nesse momento, e partirem pros “finalmentes” de fato. E aí para preservar o patrimônio familiar, impuseram essas regras que ninguém acredita, mas todo mundo respeita.
Eu:
- não dou uma segunda chance;
- penso, logo desisto;
- copio (ou reproduzo, no bom sentido) com extrema facilidade, mas não crio nada;
- me fecho para novidades;
- tenho medo de altura;
- falo pouco, ou menos do que eu gostaria;
- jamais crio situações estressantes, ainda que isso me estresse pá c... ;
- passo tempo demais vendo o tempo passar com bobagens;
- sou cético na prática, mas idealista nas profundezas;
- sou alto (hahahahahahahaha 4,5), sou forte, sou filho do norte;
- digo que trabalho demais, embora as vezes eu minta;
- digo que nunca minto, embora as vezes eu diga a verdade;
- gosto de pensar que “isso” é o melhor que eu posso ser, mesmo tendo certeza de que poderia ser melhor se tivesse menos medo;
- não tenho medo.
Se prepara, reflexo. Nada vai mudar.
PS: Essa não vai pra sessão "Morcegos" porque não quero manchá-la com tanta melancolia. Rá!









Taxistas: ou estão com muita pressa, ou sem pressa alguma. São mal-educados e nervosinhos. Quando levam um passageiro que não conhece a cidade, fazem caminhos nunca feitos antes na história deste país, para chegar a qualquer destino. Tal como sair de um hotel na Paulista e passar por Carapicuíba para chegar ao Anhembi. 



