Tá Perdido? Pergunta, sô.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Closing Time


Vai acabar que esse post vai ser redundante. Todas as coisas importantes e relevantes que aconteceram comigo, estão distribuídas nos 12 meses desse ano que agora pode oficialmente terminar. Porque já passou o especial do Roberto Carlos.

Então resolvi confidenciar pequenices com vocês, que ocorreram comigo durante esse ano.

Em 2010...
  • Eu amei a ponto de me perder de mim. Mas me encontrei no fim, sendo capaz de amar novamente, até me perder de mim novamente. Mas me encontrei no fim, sendo (.....)
  • Escondi tão bem meus brinquedos, que nunca mais achei. De tanto olhar pra fora eu nem me lembrei mais se havia alguém aqui, dentro de mim... (música do Sérgio Oliveira)
  • Interagi e convivi além do que o limite permite, e quase enlouqueci. Contudo, experimentei uma solidão ensurdecedora, a ponto de não conseguir identificar o que era solidão e o que era cegueira temporária.
  • Fui capaz de certas coisas que nunca havia feito antes. Omelete, por exemplo.
  • Continuei duvidando muito mais do meu potencial, e aumentei exponencialmente o desejo de viver a vida conforme as pessoas acham que eu vivo. Nem tão difícil quanto eu acredito ser, nem tão saborosa a ponto de despertar inveja. Minha vida é a vida, e vice-versa (Alexandre G.F.).
  • Eu criei um pouco de juízo, mas ainda não sei o que esse diabo come.
  • Eu mobiliei uma casa sozinho, do meu jeito, com meus recursos e todos estão vivos e saudáveis. E durmo em cima de muitos, muitos fios. Não porque eu sabia o que era isso, mas porque me falaram que era assim que se devia fazer.
  • Eu gastei muito tempo vendo futebol, e mais tempo ainda escrevendo sobre ele. E então descobri que seria um ótimo cronista esportivo. 2014, me aguarde!
Basicamente, foi um ano cheio de separações e despedidas. Houveram alguns momentos que são meus, e não vou dividi-los com ninguém. A vida é repleta de pequenas porções de acontecimentos que, somados, a tornam possível, alegre ou triste, melancólica ou eufórica, leste ou oeste. A minha vida publicável está aqui para deleite de todos. A parte oculta fica aqui dentro, me ensinando, machucando, inspirando ou não. Fica para meu desenvolvimento cognitivo ou prático, serve de alimento para a continuidade do meu ser.

Que em 2011, cada um encontre seu caminho certo, que todas vossas decisões saiam acertadas e de acordo com o grande plano de quem as concebeu. Que vocês encontrem a alegria e a paz, que saibam de seus destinos com antecedência, que façam o melhor que puderem a cada dia. Que corram atrás dos seus sonhos, que tenham sonhos! E que sejam, absolutamente, gradualmente, infinitamente, felizes. A mim, cabe agradecer a vocês. Por estarem ao meu lado, ou por não estarem ao meu lado, me ensinando que o que vem primeiro, vem primeiro. A mim, resta demonstrar, efulsivamente, que considero vocês pra caralho (não tem expressão melhor do que isso para demonstrar... desculpem), e que minha vida seria pela metade sem vocês. Obrigado, feliz ano novo!

"Closing time, every new beginning comes from some other beginning´s end..."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Buteco de Natal



A todos os que acompanharam nossas besteiras no decorrer do ano, reservamos uma surpresa !!

Os primeiros 10 leitores que ligarem para o Yellow dizendo "Chupa!!" da meia-noite até as três da manhã do dia 24, ganharão uma colonoscopia, inteiramente grátis !! É, é isso mesmo !!!

Se alguém precisar do número do telefone dele, favor solicitar nos comentários.

Feliz Natal a todos !!

Nos veremos (pouco) em 2011 !!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Campeonato Mundial


Internacional, you're doing it wrong!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Força Guarani !!


Domingo é dia !!!

- Mala branca, pode Arnaldo?
- Pode, pode, por que não?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Day in The Life


Costumeiramente, como em diversas outras semanas, segunda-feira é um dia odiável. Deprimente, lerdo, inconsistente, inviável, insuportável. E assim estava o dia de ontem. Cheio de suas segundices, com previsão de muita chuva. Acordei e fui deixar o carro na funilaria, e caminhei até o escritório, para mais um dia de labuta. Tudo parecia corriqueiramente comum.

Recebemos a visita ilustre de um dos mais antigos clientes, conversamos bastante, fizemos negócios e seguimos adiante. Havia uma reunião marcada, e o tempo prometia efervescer. Por isso, resolvemos nos dar de presente uma passagem de ida-e-volta de taxi até a reunião ao invés de irmos de moto. E vimos que foi bom. A reunião foi interessante, conversamos bastante, quando recebi uma ligação que parecia não ser importante. Por isso, nem permiti que meu amigo falasse e disse "ligo daqui a pouco de volta". Então recebi uma mensagem, mas demorei a ver. A reunião terminou, peguei o telefone e fui ler a mensagem. "Tem um ingresso sobrando. Se quiser é seu".

Comentei com o Bruno, ele desdenhou. Liguei pro meu amigo, e ele disse "o ingresso esta lá, se quiser é só buscar e ir". Parece que uma amiga da mãe do meu amigo não poderia ir ao show. E eles resolveram me presentear com isso. Ah, como o post vai ficar pra posteridade: o show em questão é do PAUL McCARTNEY!!!!!!!!! Sim, o antológico Beatle. Do taxi mesmo mandei um moto boy retirar o convite. Já chovia muito na cidade, e o trânsito escatológico chegava a recordes na cidade! Mais de 200 km!

O ingresso chegou em minhas mãos, e então pedi pra minha querida amiga-hermanita pra me dar uma caroninha até lá, mesmo ciente da crueldade de tal pedido. Mas ela que é iluminada e especial aceitou me levar ao estádio! Enfrentando milhares de quilometros de tráfego pesado, chuva, muita chuva. O show começava às 21:30. Saímos do centro às 19:30. No dia de congestionamento recorde na América Latina e seus afluentes. Não sei de onde minha amiga tirou energia e sapiência para fazer os caminhos mais malandros que já se viu na história desse país. A única coisa que sei, é que cheguei no estádio às 21:30. Pontualmente, como um bom expectador inglês.

E meu amigo com sua mãe pegaram os melhores lugares da história de shows na vida. Estávamos na arquibancada. Mas eles pegaram um lugar na primeira fila. Ninguém à nossa frente. Nada, apenas aquele palco, aquela visão... e então apagaram-se as luzes e... a chuva cessou. Dizem que Sir Paul olhou torto pro céu, e então parou de chover. E vocês não acreditam em poderes paranormais do grandes astros do rock, não é? hum.

Quando vi Paul subindo ao palco, não enxerguei nada. Mas então ligaram o telão em raidefinixiu, que ficava bem à minha frente. Nada me separava do telão. E ao ver a imagem de Paul McCartney com suas caras e bocas, com sua simpatia intrigante, com seu português quase sem sotaque, com suas brincadeiras.... com aquelas músicas que enlouqueciam meus pais, que emputeciam meus avós, quando me dei conta de aonde eu estava, fiquei hipnotizado. Estava lá eu, frente a frente com um Beatle. Vendo-o pular como um menino, apesar de seus 68 anos de idade. Vendo-o cantar com garra, fazer questão de entreter o público e agradecer sinceramente à presença e o calor que o público passava. Isso sem perder o bom-humor irônico. Algo como o Silvio Santos faz, mas num outro nível, né?

A única coisa que sei é que fiquei por 3 horas vendo o show dos Beatles. E pensando que meu pai iria pirar se estivesse lá. Pra minha mãe eu liguei enquanto Paul dedilhava seu violão e cantava Black Bird. E ela estava muito emocionada! Não fumei sequer um cigarro, bebi apenas 1 cerveja (porque estava com sede!). Mas a sensação é que não me faltava nada. A nicotina se resolvia com All My Loving, e a emriaguez ficou por conta dos fogos de artifício de Live and Let Die. E todas as emoções juntas do mundo, quando Paul fez a homenagem a George Harrison, tocando Something. Emocionante, empolgante, inesquecível. Só mais uma segunda-feira chuvosa de caos e atropelamentos. Que eu não vou esquecer na minha vida inteira (In My Life). Quer seja pelos meus amigos (I get by with a little help from my friends), que são os melhores da vida ou pelo show inacreditável de Sir Paul McCartney. E o post está gigante, mas ainda faltam palavras pra descrever como foi toda essa Epopéia de Segunda. Epopéia, sabe? Numa Segunda de chuva.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre Amigos e o Tempo


Acordei hoje cansado, como sempre. Vítima do meu moleque interior, aquele que acha que dormir mais tarde é um benefício inindisfrutável. No meio dos dorme-acordas da manhã, aquelas de sempre em que brigo com o despertador, hoje eu ganhei de muito. Não sei a que horas, dei tamanho tapa no coitado que ele caiu no chão (chupa!). E não funcionou mais, o que fez com que eu chegasse atrasado no serviço (mas eu sou dono do meu nariz, então que se danem as convenções. Principalmente as coletivas. Eca!).

E aí que passei um fim de semana totalmente excelente e nostálgico. Na sexta feira, tive o imenso prazer de receber em casa a turminha do mal (ou do barzinho Matrix, do seu madruga, como preferirem) que estudou comigo no Senac. Sim, nos formamos contadores todos juntos. Mas apenas eu e o Bruno seguimos nesse rumo, já que o André foi virar engenheiro florestal nas amazonias, e o oto Daniel foi virar artista de TV. Ou qualquer outra coisa do tipo. Sei que ele trabalha com televisão, então deve ser artista.

A gente anda tomando esse costume sagrado de se encontrar anualmente, quando o André vem pra São Paulo visitar a família. E cara... que engraçado! Muito, muito engraçado! Existe uma pequena chance de eu ser expulso do prédio tamanho era o barulho das gargalhadas. E bate o pé no chão. E toma cerveja, e come pizza com a mão. E se lembra das mesmas velhas piadas obrigatórias, que tem a ver com e-mail, cera quente, e outras coisas que não devem fazer o menor sentido para a maioria. Mas para nós? Simplesmente engraçado. Só notei que eles foram embora mesmo quando arrancaram em seus carros, porque mesmo após sua saída, ainda reverberava o barulho e as gargalhadas (eram eles rindo alto lá da rua...).

Isso foi na sexta. No sábado, muito, muito feliz porque descobri que a gambiarra do encanador deu certo, e minha cozinha não ficará mais alagada! Meu irmão apareceu lá em casa, e fomos pra casa da minha irmã, junto com minha mãe. Família é irado! Belo almoço! E após, todos foram dormir, mainha foi embora e fiquei conversando com minha irmã. Fazia tempos que a gente não conversava. Depois, cafezinho com maninho, e fui dar um descansão. Tinha um casamento pra ir no sábado.

Casamento de uma amiga da época do Mackenzie, antes ainda do Senac. Faz tempo, hein? E como é bom, e que legal reencontrar aquela turminha do mal (ou do Azaléia, como queiram). Sempre, sempre, tão divertido! Tão engraçado! E que casamento lindo! Tudo iraaado! Mesmo, mesmo.

E ainda deu tempo de ir visitar outros amigos que já saíram do meu ex-trampo. Tomar um café, uma breja, e ver o Corinthians ganhar (chupa, Bruno!). E de falar com amigas e amigos antigos e novos, que no final da conta, tem o mesmo valor. Talvez seja eu mesmo. Não acredito que eu seja tão legal quanto eu pareço ser, mas meus amigos, esses sim, são todos especiais. Cada um a sua maneira, cada um tem o seu espaço. E sabendo-se respeitar o espaço e os agrados e desagrados de todas as pessoas, você mantém contato com todo mundo, o tempo todo. E isso não é importante. Você pode passar bem a vida inteira com um amigo, com a família, ou sozinho. Cada um que ache a sua felicidade como bem entender, não existe fórmula para isso. A minha? É que, mesmo quando estou sozinho, eu nunca estou. E mesmo quando acreditem que esqueci de vocês, eu não esqueci. E por mais que eu ande no vale da morte, eu...oh, wait! Isso é outra coisa, né? :p

Amigos, amigas, famílios, famílias: je vous aime. Beijos, me twitem.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sob Nova Direção


Então tá bom. Agora já faz uns 2 meses que estou morando só. Só eu só, só eu. Nesse tempo, já deu tempo de sacar um monte de coisas. Entre elas, que eu sou um dos principais culpados pela fome na África, porque tudo aqui acaba estragando. Descobri também que a o skype é a ferramenta mais importante que existe na condição de living alone. Porque, embora vivendo sozinho, nunca estou sozinho de fato, embora ainda esteja. É, eu sei, parece confuso no início, mas depois a gente se acostuma com pixels e eles viram grandes amigos. Não preciso nem sair de casa pra tomar uma com os amigos, rever a família e botar a conversa em dia com amigas queridas.

Descobri também que sou um viciado dos infernos, e toda vez que chego ligo o computador e todas as espécies de mensagens online que existem na terra. Mas porque é divertido. Fui contemplado também, após todos esses anos, com uma antena que oferece MTV de qualidade. E por deus, como eu assisto MTV agora! Todos os dias! Até acompanho o site pra ver qual o próximo programa. E sem precisar de Bombril!

Falando nisso, também descobri que sou obsessivo compulsivo, e que fico lavando a louça loucamente. Não que isso seja negativo, já que quanto mais eu lavo, menos tem coisas pra lavar. Falando em lavar, você que me acompanha também em flashes diretos pelo facebook, já sabe que estou com um vazamento fela da puta toda vez que lavo roupa, e olha que eu nem lavo muito. E lavo menos ainda pra não ter que ficar secando a cozinha por mais 3 dias. Inferno! Vende-se máquina de lavar, vou lavar aqui no prédio mesmo.

Descobri também a delícia de receber gente aqui em casa, e finalmente acabei descobrindo "o que os anfitriões fazem quando todos vão embora". Eles sentam e choram. Mentira, eles lavam a louça. Eu lavo, pelo menos. Vide parágrafo anterior. E cada vez mais vou tornando esse pequeno lugar num santuário lotado de manias, métodos e outras cositas mais. A Fátima vem aqui a cada 2 semanas dar uma geral, porque não dá tempo e dá muita preguiça de ficar limpando, e é sempre melhor deixar isso para as profissionais.

Outra coisa bacana que ando reparando nas casas de outras pessoas e achando graça, são os substantivos que acompanham as louças e outros utensílios da casa. Pano de chão? Prato de sobremesa? Faca de manteiga ou de pão? Taça de vinho? Aqui em casa temos algumas modalidades. O pano que está seco, a faca que está lavada, o copo grande e o copo pequeno. E pronto, acabou. Com isso, descobri que não acaba nunca a lista de coisas pequenas que ainda falta comprar. Mas já comprei o saca-rolhas. Toda vez que vou no mercado, acabo comprando alguma coisa nova pra casa.

Falando nisso, mercado virou um apêndice da minha casa. Diria que nesses meses já fui mais ao mercado do que à balada. E até que é divertido, fico brincando de descobrir qual é o melhor e talz. Por exemplo, embora tenha deixado minha perna direita (a calça não foi suficiente) no Corcovado (nomes alterados), eles tem produtos irados pra quem mora sozinho. Convenientemente pequenos, de modo que não estraguem. Mas descobri que é melhor jogar fora pagando barato do que ficar devendo 14 meses de aluguel apenas para não desperdiçar mantimentos (seu Barriga curtiu isso).

Mas o principal dessa experiência, é a experiência em si. É saber que as coisas não se fazem sozinhas, e ter a independência total. Cortar o cordão umbilical, e ligar pra casa de mainha porque dá vontade de ligar. E ir visitar porque tenho saudades. E conversar com meus irmãos porque, no final das contas, é bem aquilo que temos. E chegar em casa do trabalho, ligar o skype, falar com o amigo que já tem mais experiência nisso, e ele te ensinar a fazer uma omelete online. E fazer, e descobrir que cozinhar deixa uma zona danada no fogão. Mas fica maior gostoso! Ainda mais com os ovos que venciam logo mais, de forma que a África não sofra com a minha displicência. E, depois de tudo isso, assistir televisão, MTV, tomar uma breja, fumar um cigarro e se preparar pra dormir, pois amanhã temos mais um longo dia pela frente. E eu? Eu estou tirando de letra, merrmão!! Eu sou siniashtro, não tinham te avisado?! ;)